Bady faz bonito e vai à luta contra o abuso de crianças e adolescentes

Em 18 de maio é celebrado o Dia de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. E para participar ativamente desta importante ação de conscientização, a Prefeitura de Bady Bassitt, por meio da Coordenadoria de Assistência Social, aderiu à campanha nacional e vem desenvolvendo, desde o início de maio, uma série de ações no município. Este ano, inclusive, toda a programação elaborada pela administração pública integra as atividades referentes à data, desenvolvidas em todo o País pelo Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes.  

No último dia 2, foram colocadas as faixas, outdoors e cartazes em pontos do município. No dia 10, todos os materiais foram distribuídos a profissionais do Creas, Coordenadoria de Assistência Social, Cras e Conselho Municipal dos Direitos das Crianças e Adolescentes (CMDCA). Na próxima terça-feira, dia 15, alunos da escola municipal João Ramos Neto terão uma apresentação teatral sobre o tema, nos períodos da manhã e tarde. Já no dia 16, das 8h às 17h, haverá panfletagem no Centro da cidade, na esquina das ruas Pontes e Camilo de Moraes.

Dia 17, das 19h às 22h, profissionais da Prefeitura, de todos os setores, se reúnem no Fundo Social de Solidariedade para uma importante palestra. Na ocasião, vários assuntos serão abordados com os presentes. No dia 18, quando celebra-se a data, haverá panfletagem em pontos comerciais da cidade durante todo o dia. Postos de combustíveis, lojas, bares, a Porcada Tradicional e outros estabelecimentos serão contemplados com a ação de conscientização. Antes, funcionários da rede, professores, alunos, entidades e instituições percorrerão as ruas da cidade alertando e orientando a população.

No dia 23, os participantes do Centro de Convivência do Idoso terão, às 14h, a apresentação de um vídeo e uma palestra sobre o enfrentamento a este tipo de violência. Finalizando, dia 30, às 9h, integrantes de projetos sociais participam das ações elaboradas pelo governo.

Símbolo - A campanha tem como símbolo uma flor, como uma lembrança dos desenhos da primeira infância, além de associar a fragilidade de uma flor com a de uma criança. O desenho também tem como objetivo proporcionar maior proximidade e identificação junto à sociedade, proximidade e identificação com a causa. Esse símbolo surge durante a mobilização do Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes de 2009. Porém, o que era para ser apenas uma campanha se tornou o símbolo da causa, a partir de 2010. Para alcançar esse objetivo, é necessário que a sociedade em geral Faça Bonito na proteção de nossas crianças e adolescentes. 

História - Em 1973 um crime bárbaro chocou o Brasil. Seu desfecho escandaloso seria um símbolo de toda a violência que se comete contra as crianças. Com apenas oito anos de idade, Araceli Cabrera Sanches foi sequestrada em 18 de maio de 1973. Ela foi drogada, espancada, estuprada e morta por membros de uma tradicional família capixaba. O caso foi tomando espaço na mídia. Mesmo com o trágico aparecimento de seu corpo, desfigurado por ácido, em uma movimentada rua da cidade de Vitória (ES), poucos foram capazes de denunciar o acontecido. O silêncio da sociedade capixaba acabaria por decretar a impunidade dos criminosos. 

Os acusados, Paulo Helal e Dante de Brito Michelini, eram conhecidos na cidade pelas festas que promoviam em seus apartamentos e em um lugar, na praia de Canto, chamado Jardim dos Anjos. Também era conhecida a atração que nutriam por drogar e violentar meninas durante as festas. Paulo e Dantinho, como eram mais conhecidos, lideravam um grupo de viciados que costumava percorrer os colégios da cidade em busca de novas vítimas. 

A capital do estado era uma cidade marcada pela impunidade e pela corrupção. Ao contrário do que se esperava, a família da menina silenciou diante do crime. Sua mãe foi acusada de fornecer a droga para pessoas influentes da região, inclusive para os próprios assassinos. Apesar da cobertura da mídia e do especial empenho de alguns jornalistas, o caso ficou impune. Araceli só foi sepultada três anos depois. Sua morte ainda causa indignação e revolta.

 

Assessoria de Comunicação

Palavras-chave

Comentários

Indique para um amigo

Use este formulário para indicar esta postagem para um amigo.

Mais notícias